domingo, 30 de setembro de 2012

Festival do Minuto

Bem, amigos.
Estou preparando uma super-postagem sobre hidrelétricas, mas enquanto ela não vem, curtam a divulgação de um concurso muito interessante, que tem como tema a nossa amada Ciência. Aí vai:

Ciência é novo tema de concurso do Festival do Minuto
 Participantes concorrem a seis laptops como prêmios
 O concurso tem apoio da FAPESP e as inscrições vão até o dia 27 de outubro

Ciência. É só pensar no termo que já vem à cabeça um laboratório, um rato para experiências e um cientista maluco de avental branco? Pois ciência é muito mais do que essa visão estereotipada, já que nos deparamos com ela nas mínimas coisas do dia a dia – da lâmpada elétrica ao telefone celular, do banho quente aos tratamentos de saúde, da conservação ambiental ao uso da internet. Por isso, o termo pode trazer inúmeras ideias para criar belos vídeos de um minuto. É no que aposta o novo concurso do Festival do Minuto. 
Mas, afinal, o que é ciência? Mesmo que sua definição seja bastante abrangente, podemos dizer que ciência é o resultado do esforço humano para aumentar o que se sabe sobre determinado assunto com base em um método científico, ou seja, na observação, no questionamento e no raciocínio lógico. É desse conhecimento que resultam boa parte das descobertas e das invenções. Em resumo, ciência também é resultado da nossa criatividade.
Por isso, para participar do festival, nada melhor do que deixar a imaginação fluir sobre qualquer ciência, seja ela exata, humana ou sobre a vida. Ciência da computação, engenharia, física, matemática, química, zootecnia, botânica, biologia, antropologia... E, como sempre, valem vídeos de 60 segundos em qualquer formato: filmes de animação, vídeos feitos com câmeras digitais, celular, ipad etc. O que vale, mais uma vez, é a criatividade. O concurso segue aberto a pessoas de todas as idades, com inscrições até o dia 27 de outubro.

FAPESP: 50 anos de apoio à pesquisa
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) é uma das mais importantes agências brasileiras de apoio à pesquisa científica. Criada em 1962, a FAPESP, ao longo dos seus 50 anos, concedeu cerca de 105 mil bolsas de pesquisa – da graduação ao pós-doutorado – e apoio a mais de 92 mil auxílios para pesquisadores do Estado de São Paulo. O apoio é dado a pesquisas em todas as áreas das ciências, bem como tecnologia, engenharia, artes e humanidades. A FAPESP também apoia pesquisas em áreas consideradas estratégicas para o País, por meio de programas em grandes temas, como biodiversidade, mudanças climáticas e bioenergia.
Para saber mais, acesse www.fapesp.br.

Sobre o Festival do Minuto
O Festival do Minuto foi criado no Brasil, em 1991, e propõe a produção de vídeos com até um minuto de duração. É, hoje, o maior festival de vídeos da América Latina e também o mais democrático, já que aceita contribuições de amadores e profissionais, indistintamente. A partir do evento brasileiro, o Festival do Minuto se espalhou para mais de 50 países, cada um com dinâmica e formato próprios. O acervo do Minuto inclui vídeos de inúmeros realizadores que hoje são conhecidos pela produção de longas-metragens, como os diretores Fernando Meirelles (Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel), Beto Brant (O Invasor, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios) e Tata Amaral (Um Céu de Estrelas, Antônia).
Para saber mais, acesse www.festivaldominuto.com.br.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Mais sobre Café

Há algum tempo atrás publiquei uma postagem sobre evaporação da água, o que, no final das contas, levou a falar sobre fazer café.
Hoje vou explicar um fenômeno interessantíssimo, ligado a uma simples pergunta: Por que o café esfria quando a gente sopra?
 Pra muita gente, ele esfria porque você sopra ar frio nele, e, devido à tendência de tudo entrar em equilíbrio térmico, o café esfria. Mas não se engane... mesmo sem que você assopre, o café já está em contato com o ar (muito mais frio do que ele), e essa explicação esbarra no conceito de calor específico: de fato, o café (composto em grande parte por água) não perde calor tão facilmente.
As forças em ação, nesse caso, são outras. O café esfria devido a um fenômeno de nome muito simpático: Resfriamento por evaporação forçada. Aposto que você nunca imaginou que algo com esse nome pudesse explicar porquê o café esfria quando você assopra. Pois bem, vamos entender o que é isso, afinal.
O café é feito com água, ou seja, acredite ou não, é feito de água. Para que a água evapore, ela precisa esquentar - precisa que seja fornecida energia para ela. Quando a gente assopra a superfície do café, induzimos a água a evaporar, e ela demanda energia pra fazer isso. Onde ela encontra essa energia? No resto do café embaixo dela! Então, o café cede a energia para essa evaporação, e consequentemente, se resfria.
Agora, você deve estar se perguntando: "Por que esse cara colocou a foto de um filtro de barro na postagem? Não tem nada a ver com café..." O filtro de barro resfria a água dentro dele através do resfriamento por evaporação forçada. A diferença é que a evaporação é induzida pela superfícia porosa do mesmo. Já se perguntou por que as telhas coloniais são feitas do mesmo material? Eureka!
Até a próxima.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Tapando a Lua com uma Moeda

No nosso dia-a-dia, é fácil nos depararmos com coisas que são maiores do que as outras. Isso vai desde o fato de que o Sol é maior do que a Terra (pelo menos pra maioria das pessoas), até o fato de que, em geral, um cachorro é menor do que um cavalo (salvo algumas espécies). Mas o que faz nosso olho reconhecer o tamanho de objetos? Hoje vamos explorar o conceito de ângulo visual.
Ângulo visual é o ângulo sob o qual enxergamos um objeto, o que nos dá a ideia abstrata de seu tamanho. Ele depende, basicamente, da razão entre o tamanho real do que estamos observando e da distância entre nós e esse objeto.
Nessa figura, θ é o ângulo visual, que compreende os dois raios de luz que chegam ao nossos olhos, vindos das extremidades do objeto.  
O interessante é que objetos com o mesmo ângulo visual, para nosso olho, parecem ter o mesmo tamanho: objetos muito grandes, porém muito distantes, podem aparentar ter o mesmo tamanho de objetos muito menores, que estejam suficientemente perto. Por essa razão a foto acima é possível, assim como tapar a Lua com uma moeda: se ambos os corpos forem vistos com o mesmo ângulo visual.
A lupa (uma lente convergente) explora essa ideia para ampliar os objetos. Uma vez que, por motivos óbvios, ela não pode ampliar o tamanho real, ela aumenta o nosso ângulo visual.




Nessa imagem, θ' é o ângulo visual com a lente, e θ é o ângulo visual sem a lente. Podemos perceber que θ' > θ. O caso é que a lente convergente muda o ângulo de chegada do raio que sai do topo da vela, dada a posição em que está colocada.
Assim, quando você ouvir uma expressão tal como "tapar o Sol com a peneira", saiba que é perfeitamente possível, utilizando-se a distância adequada (nesse caso realmente muito próxima). Só cuidado com a areia nos olhos.
Até a próxima.

P.S.: As postagens ficarão menos frequentes até por volta do final de julho, pois além de fim de período, estou ocupado com alguns outros afazeres literários.
P.S.2:Caso tenha algum assunto interessante que queira ver discutido no Labirinto, envie e-mail para o endereço na barra lateral, deixa de ser preguiçoso. Prometo tentar atender, ou pelo menos tirar sarro assim que puder.

Mapa do Labirinto